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O que o cibercrime na América Latina revela sobre o seu “perímetro” real


O novo relatório do Insikt Group (Recorded Future) sobre cibercrime na América Latina e Caribe não está falando apenas de ataques. Ele está mostrando onde o mercado criminoso realmente opera hoje — e por que isso muda o que você chama de “perímetro”.
 
O fato: agentes com motivação financeira seguem dominando a região e continuam usando o “clássico” (engenharia social, malware e ransomware). A diferença é a escala e o canal: Telegram e fóruns de acesso restrito aparecem como os principais meios de comunicação e negociação — e isso acelera a troca de técnicas, a venda de acessos e a profissionalização das campanhas.
 
A interpretação: o perímetro não é mais a borda da rede. É o humano + identidade + mensageria. O relatório aponta uso recorrente de smishing no WhatsApp com trojans bancários, e destaca o papel de infostealers como combustível de acesso inicial — quando credenciais e sessões viram moeda, “invadir” passa a ser, muitas vezes, só “entrar como usuário”.
 
O insight estratégico: quando o ataque se organiza em canais rápidos e privados, defender não é “comprar mais alerta”. É reduzir o custo do atacante: endurecer identidade (MFA e controle de sessão), elevar o padrão de endpoint (detecção e resposta com contexto), e tratar mensageria como vetor de risco — com cultura, política e capacidade de resposta. E no pano de fundo,ransomware continua como pressão operacional: o estudo registrou 452 incidentes na região em 2025, com crescimento em setores críticos.

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