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O futuro do risco: como ajustar a rota agora


Risco deixou de ser “lista de controles” e virou sistema vivo: geopolítica, cadeias globais, clima, ciber e IA se alimentam mutuamente e cobram decisões mais rápidas, integradas e mensuráveis. A nova análise da McKinsey propõe justamente essa virada: gestão de risco como capacidade estratégica, conectada à criação de valor e à resiliência do negócio (fonte: McKinsey – The future of risk).



Estratégia & Governança. Em vez de “evitar tudo”, a pergunta muda para “quanto risco aceitamos para crescer?”. Defina apetite por processo crítico, explicite trade-offs e traga o tema à pauta executiva com cadência. Risco passa a arbitrar priorização de investimentos, não só conformidade.



Dados & Tecnologia. Saia do inventário estático para visibilidade acionável: dados de exposição, identidade e terceiros entram no mesmo gráfico de decisão. Cenários e stress tests orientam orçamento; telemetria e automação encurtam o tempo entre sinal e resposta. IA ajuda a detectar e a explicar, desde que governada com políticas claras.



Pessoas & Operação. Cultura é quem decide nos 15 minutos difíceis. Ensaios curtos, responsabilidades objetivas e comunicação simples evitam paralisia. O aprendizado vira rotina: cada incidente alimenta melhorias no processo e no design de controles.



Moral da edição. Resiliência não é projeto; é método contínuo que liga estratégia, dados e gente. Quem ajusta a governança para decidir com velocidade transforma incerteza em vantagem.


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